Comparativo · Atualizado 2026

Mastopexia ou prótese de silicone: qual é a indicada para você?

9 min de leituraPublicado em 28 de junho de 2026Por Dr. Fernando Amato

Mastopexia (lifting) e mamoplastia de aumento (prótese de silicone) resolvem problemas diferentes. Confundi-las leva a expectativas frustradas — uma prótese não corrige queda; um lifting não aumenta volume. Este comparativo explica em que situação cada cirurgia é indicada e quando combiná-las faz sentido.

O que cada cirurgia faz

A mastopexia eleva e reformata a mama caída, repositiona aréola e mamilo, e remove pele em excesso — sem aumentar significativamente o volume. A mamoplastia de aumento com prótese de silicone aumenta o volume das mamas, mas não corrige queda (em alguns casos pode até acentuá-la, pelo peso do implante).

Quando a mastopexia isolada é suficiente

Indicada quando há queda mamária com volume satisfatório preservado:

  • Mamas médias ou grandes com queda pós-gestação
  • Volume natural conservado
  • Paciente satisfeita com o tamanho atual
  • Quem prefere evitar implantes e seu seguimento de longo prazo

Quando só a prótese resolve

Indicada quando há volume insuficiente sem queda significativa:

  • Mamas pequenas, simétricas e firmes
  • Ausência de ptose (aréola acima do sulco mamário)
  • Pele com elasticidade preservada
  • Desejo claro de aumento de volume sem reposicionar mama

Quando combinar: mastopexia com prótese

É a combinação certa para mamas caídas e com pouco volume — situação comum após gestação, amamentação ou grande perda de peso. A cirurgia única evita dois pós-operatórios, mas é tecnicamente mais complexa: o cirurgião precisa equilibrar tensão da pele, posição do implante e cicatriz. Casos extremos podem exigir abordagem em dois tempos (mastopexia primeiro, prótese 6 meses depois).

Cicatrizes: a grande diferença visível

Mamoplastia de aumento isolada deixa cicatriz pequena (axilar, periareolar ou no sulco). Mastopexia deixa cicatrizes maiores — periareolar, vertical ("pirulito") ou T-invertido ("âncora") —, definidas pelo grau de queda. A cicatriz amadurece em 12 a 18 meses e tende a clarear, mas é permanente. Quem prioriza ausência de cicatriz visível e não tem ptose pode preferir só a prótese.

Recuperação comparada

Mamoplastia de aumento: retorno ao trabalho em 7 dias, atividade física leve em 30 dias, total em 45–60 dias. Mastopexia: retorno em 10 a 14 dias, atividade leve em 30 dias, total em 60–90 dias. Mastopexia com prótese tem recuperação parecida com mastopexia isolada, mas com cuidados extras com o implante (sutiã específico por mais tempo, evitar pesos acima da cabeça por 60 dias).

Expectativas realistas e ética

Nenhuma cirurgia entrega "mama de revista". O resultado depende da anatomia, qualidade da pele, idade, gestações futuras e cuidados pós-operatórios. Cirurgião sério não promete resultado idêntico ao de outra paciente, não mostra fotos sem identificação, e não oferece "pacote relâmpago". A escolha entre técnicas deve sempre vir de avaliação presencial — não de tabela online.

Perguntas frequentes

Posso só colocar prótese e não fazer mastopexia?+

Depende. Se sua aréola está acima do sulco mamário e a pele tem boa elasticidade, sim. Se há queda, a prótese pode acentuar o problema.

Quanto tempo dura cada cirurgia?+

Mamoplastia de aumento isolada: 1 a 2 horas. Mastopexia: 2,5 a 4 horas. Mastopexia com prótese: 3 a 4 horas.

Posso amamentar depois?+

Em ambas, na maioria dos casos sim — desde que técnicas modernas preservem os ductos. Discutido caso a caso.

É melhor fazer em um tempo ou dois?+

Casos típicos: em um tempo. Casos extremos (ptose severa + necessidade de prótese grande): considerado em dois tempos para segurança.

Qual cicatriz é a maior?+

Mastopexia em T-invertido é a maior. Mamoplastia de aumento via sulco é a menor.

Quanto custa a diferença entre mastopexia e mastopexia + prótese?+

A diferença vem do par de próteses (R$ 3.000 a R$ 7.000) mais materiais específicos e maior tempo cirúrgico. Detalhado no orçamento personalizado.

Sobre o autor

Dr. Fernando C. M. Amato é cirurgião plástico titular pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), com especialização pela UNIFESP e mais de 5.000 procedimentos realizados em sua trajetória. Membro da ISAPS e ASPS, atua em São Paulo com foco em cirurgia da mama.

CRM/SP 133826 · RQE 35.121 · Conteúdo educativo sob responsabilidade médica do Dr. Fernando Amato (CRM/SP 133826 - RQE 35.121). Este artigo não substitui consulta presencial.

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